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  O MAC Encontra os Artistas / 2011 - 1º semestre

Laís Myrrha

Indo da constatação de um presente que se revela crepuscular pela noite das palavras, da dialética, à crítica de uma idéia de tempo e progresso, a obra de Lais Myrrha percorre um arco que permite entrever um caminho por entre as ruínas. Sua obra não se finca em uma posição nostálgica diante de um passado que já se foi, dando assim margem para a entrada de uma espécie de niilismo ativo. Talvez, possamos tirar do reiterado surgimento de novos tempos no tempo (...) a lembrança da força do imprevisível, daquilo que se interpõe sem avisar, fazendo aparecer o novo. Se a época em que vivemos se mostra cinza e pela forma de ruínas, peguemos os caminhos que passam através delas, lembremos do que há de transitório nesse estado e façamos da abertura que existe, por não haver nada de pé, uma porta para a construção de um futuro que está aberto. Podendo, quem sabe, guardar auroras.

* trecho extraído do texto de Luisa Duarte para exposição Redução ao Absurdo na galeria Novembro, Rio de Janeiro, 2007

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