29 JUN 2019 - 28 JUN 2020
Entrada Gratuita

 

Memorial do Desenho


Memorial do Desenho
Curadora: Carmen S. G. Aranha [english]

A exposição apresenta um recorte da coleção MAC USP, revelando-se como um lugar de memórias, onde o desenho preserva traços de visualidades do século XX e, simultaneamente, os impele à atualidade. Essas memórias procuram, nas imagens delineadas, passagens do desenho moderno ao contemporâneo. Nesse sentido, a mostra torna-se uma busca estética pelo reconhecimento de formas que alteraram o tempo, antes sequencial e, agora, múltiplo e complexo.

A proposta de Memorial do Desenho é, também, prestar reverências à linguagem artística que foi genitora das demais. Na presente mostra, o desenho é visto, primeiramente, como uma visualidade do pensamento e, como afirma Beuys, constitui-se a partir do ponto no qual tensões invisíveis tornam-se visíveis, “um tipo especial de reflexão que brota na superfície, seja ela plana ou curva, em suporte sólido (tal como, uma lousa, um papel) ou outra expansão de superfície, onde são trabalhados conjuntamente os sentidos de equilíbrio (visão, audição e tato)”.

Pontos, linhas, formas, vestígios e enigmas visuais modernos e contemporâneos são levados em conta a partir das técnicas, dos suportes, dos materiais, das correlações de elementos formais e de sua poética. Desenhos evidenciam historicidades e introduzem novos olhares. Seus interstícios situam transformações dessa linguagem estruturante.

Ao lado do acervo de desenho do Museu, cinco artistas mostram seus trabalhos – uma atualização do olhar e do fazer contemporâneo. São eles, Donald Urquhardt, artista escocês, escritor e professor da Universidade de Edinburgh; John Parker, artista multimídia atuante nos EUA, bacharel em história pela Universidade de Princeton e mestre em pintura pela Universidade da Pensilvânia; Vitor Mizael, artista brasileiro, curador, professor, bacharel em artes plásticas pela UNESP e mestre em estética e história da arte pela USP; Rosana Paulino, artista brasileira, educadora e curadora, mestre e doutora em artes visuais pela USP e Rodrigo Munhoz, artista paulista com background em arte urbana, transitando entre performance, audiovisual, educação e fotografia. É educador na Fábrica da Cultura de Diadema e Coordenador de área do Projeto Vocacional da Prefeitura de São Paulo.

Por último, lembremos que, hoje, o desenho, diferentemente do projetar-se moderno, adquire autonomia para se fundar como produção artística em si mesma.

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Drawing Memorial

Carmen Aranha - Curator
[português]

The exhibition presents a cutout from MAC USP collection, revealing itself as a place of memories, where the drawing preserves traces of twentieth-century visuality and, simultaneously, pushes them to the present. These memories seek in the outlined images, passages from modern to contemporary drawing. In this sense, the exhibition becomes an aesthetic search for the recognition of forms that have changed time, previously sequential and now multiple and complex.

Memorial do Desenho’s proposal also is to give reverences to the artistic language that was the mother of the others. In this exhibition, the drawing is first seen as a visuality of the thought and, as Beuys asserts, “it is constituted from the point where invisible tensions become visible, a special type of reflection that germinates on the surface, whether flat or curved, on solid support (such as a blackboard, a paper) or other surface expansion, where the senses of equilibrium (vision, hearing, and touch) are worked together”.

Dots, lines, forms, traces, and modern and contemporary visual enigmas are taken into account from techniques, supports, materials, correlations of formal elements, and their poetics. Drawings show historicities and introduce new glances. Their interstices situate transformations of this structurant language. Alongside the Museum’s collection of drawings, five artists show their works – an update of the contemporary look and performance. They are Donald Urquhardt, a Scottish artist, writer, and professor at the University of Edinburgh; John Parker, a multimedia artist working in the USA, a bachelor’s degree in history from Princeton University and a master in painting from the University of Pennsylvania; Vitor Mizael, a Brazilian artist, curator, teacher, bachelor of visual arts from UNESP and master in aesthetics and history of art from USP; Rosana Paulino, a Brazilian artist, educator and curator, master and doctor in visual arts from USP, and Rodrigo Munhoz, a São Paulo artist with background in urban art, moving between performance, audiovisual, education and photography. He is an educator at Diadema’s Culture Factory and Coordinator of the Vocational Project area of the City of São Paulo.

Finally, let’s remember that today, drawing, unlike modern projection, acquires autonomy to be founded as artistic production in itself.

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