Nesta
pintura, Romero Britto une as técnicas do pop com traços
de influência cubista, ou melhor, de uma geometrização essencial
e primitiva. A composição é resolvida por linhas pretas
que delimitam planos na superfície da tela e servem de trama e alicerce
para a figura simplificada e integrada a motivos, em formas geométricas
de cores fortes, evocações de diferentes temas da arte popular,
repetidas em série, que ocupam os planos como se fossem estampas de uma
colcha de retalhos. O despojamento da composição e sua linguagem
simples de alegre frescor são a chave da recepção estética
sedutora, provocada por sua obra híbrida da visualidade popular e do
design sofisticado, minimalista sem ser desumano.
Daisy Peccinini coordenadora