Nascido em 1934 em Sakurai no Japão, Shimotani trabalha materiais diversos, através de gravuras e inscrições. Seu trabalho representa acima de tudo a libertação do material utilizado pela condição não usual dado ao mesmo dentro do propósito defendido pelo artista.

A união intensa entre natureza e tecnologia avançada é uma das características principais de sua obra. Ao inscrever ou escrever textos impessoais, o artista dá sua assinatura a objetos e materiais como pedras, terra e outros elementos naturais, que depois de passar por suas mãos se tornam mensageiros de textos sem identidade clara, porém, carregados de simbologia e totalmente característicos e representativos da cultura da era moderna.

Ele parece cristalizar de forma harmônica, conceitos que o levam às suas origens com utopias ideológicas futuristas que estão além do controle da mão humana sem deformar a essência da natureza. Ao conquistar o aparentemente inatingível propósito de ser um meio através do qual passado e futuro se fundem, criando um canal de comunicação direto com o público, Shimotani alcança o propósito de seu tempo.

Para passar suas idéias o artista utiliza-se de materiais diversos, criando “ambientes” ou “objetos expandidos”, que de certa forma determinam Instalações simples, frias e fortes ao mesmo tempo.

A busca aqui vem de uma universalidade que traz em si a vivência do próprio artista, nascido no Japão, antes das bombas nucleares, que deixaram cicatrizes profundas e atualmente vivendo na Alemanha, na cidade de Munique.
A transmutação, de certa forma, faz parte de seu histórico e de sua vida, tão claramente representada em sua obra.

[ver análise de obra]

Luciana Bosco e Silva [colaboradora]
Daisy Peccinini [coordenadora]