Irreverente, iconoclasta, ruidoso, polêmico, e...... efêmero. O Grupo REX, da mesma forma que surgiu, também desapareceu: gerando polêmica, causando tumulto.
À origem desta cooperativa artística paulista relaciona-se ao episódio em que Wesley Duke Lee, Nelson Leirner e Geraldo de Barros retiraram suas obras da exposição coletiva Propostas 65, em protesto e em solidariedade ao artista Décio Bar que teve alguns de seus trabalhos censuradas pelo regime militar. Teria sido justamente após este incidente, que estes artistas decidiram não

apenas formar um grupo, mas abrir uma galeria e publicar um jornal, como ‘frentes de luta’, para questionar e combater a mistificação da arte e o circuito se formava em torno dela: galerias, marchands, críticos, mídia. Poucos meses antes deste episódio, em setembro de 1965, Nelson Leirner e Geraldo de Barros já haviam declarado
‘guerra’ também ao predomínio da abstração, em uma exposição conjunta na Galeria Atrium, em São Paulo, na qual apresentavam uma série de objetos. Sendo assim, em 03 de junho de 1966, dava-se o ‘happening’ de inauguração da REX Gallery & Sons. E como não poderia deixar de ser, polêmica gerou, e tumulto causou. E para aqueles que não haviam comparecido, a edição no.01 do REX Time - leia-se exatamente como se escreve -, avisava : "É a Guerra !"; expunha, de maneira explícita, as pretensões do grupo: vincular a experimentação de linguagens, materiais e suportes às possibilidades de uma arte participante; a intenção de se comunicar com o público, de forma mais imediata e através de métodos menos convencionais; bem como, de elaborar uma crítica séria ao processo de mistificação da obra de arte. Para tanto, além de realizar palestras e exposições coletivas dos membros do grupo ou de artistas convidados como Carmela Grozs e Marcelo Nitsche, procuravam divulgar e informar suas idéias e propostas estéticas através da publicação do REX Time.
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Ao longo da década de 60, Wesley Duke Lee foi criticado tanto por sua postura artística, vista sem nenhum compromisso ou espírito crítico perante aos acontecimentos sócio-políticos de seu meio, como por sua simpatia pela direita política.
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Entre 1945 e 1998, período em que se dedicou ininterruptamente às artes, Geraldo de Barros foi muito mais que uma figura constante Na tropa de frentedos movimentos artísticos paulistas. Foi sobretudo um artista completo e multifacetado.
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José Resende foi, com efeito, um dos mais inventivos escultores de sua geração. Incansável na busca por novos materiais e meios de expressão outros, que não mais aqueles tradicionais.
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Polêmico, irreverente e contestador, Nelson Leirner - pintor, desenhista, escultor e ambientalista - é um dos representantes do espírito vanguardista de experimentalismo estético e comportamental.
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Para Carlos Fajardo, professor desde 1965, o ensino de arte, desvela-se como um meio de expressar teoricamente aquilo que há muitos anos procura demonstrar praticamente através de suas obras.
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