MARIA CARMEM e SARA ÁVILA

As vozes da terra emergem nos trabalhos das duas artistas.

A para-visão de Maria Carmem, de efervescente magia popular nordestina move seus desenhos finos e orgânicos. As imagens se apresentam misturadas, um fluxo de figuras humanas, flores, frutos, animais - como no caldo primitivo das origens da vida.


Maria Carmem. Composição no 1, 1964. Nanquim s/ papel, 66,1 x 48,5 cm.
Referência: PHASES – Surrealismo e Contemporaneidade. Grupo Austral do Brasil e Cone Sul. São Paulo: MAC-USP, 1997. P. 21.

Sara Ávila faz uma introspectiva revelação de substâncias elementares e subterrâneas, em transmutação, nas despojadas emulsões e frottages, cores da terra mineira. O sentimento da terra típico da região central-brasileira se expressa nas tonalidades "sépia" ou da cor do café, onde estão capturadas partículas da matéria instável das ossaturas subterrâneas das plantas.


Sara Ávila. Desenho, 1967. Frottage s/ papel e
s/ aglomerado de madeira, 81,5 x 120 cm.
Referência: PHASES – Surrealismo e Contemporaneidade. Grupo Austral do Brasil e Cone Sul. São Paulo: MAC-USP, 1997. P. 23.


Sara Ávila. Desenho 2, 1966. Frottage s/ papel e
s/ aglomerado de madeira, 66 x 95,5 cm.
Referência: PHASES – Surrealismo e Contemporaneidade. Grupo Austral do Brasil e Cone Sul. São Paulo: MAC-USP, 1997. P. 23.

Daisy V. M. Peccinini [coordenadora]