E O CONE SUL:
GRUPO BOA

Irradiações de Phases no Chile
Grupo Austral do Movimento Phases
Phases
A formação do Grupo BOA, resultado da irradiação de PHASES na Argentina, deu-se 10 anos antes que no Brasil. Este nome era uma explícita referência a CoBrA, pois a palavra denomina a sucuri ou a jibóia, nos países hispano-americanos. Como Zanini em São Paulo, foi o poeta e escritor Júlio Llinás, o animador de PHASES em Buenos Aires, contando com o estímulo de Jaguer. A partir da apresentação da mostra, em 1957, de sete pintores informais – Borda, Martha Peluffo, Chab, Robirosa, Macció, Sakai e Testa – este Grupo de los Sietes se converteu no Grupo BOA, no ano seguinte, quando um lugar do catálogo da exposição, apareceu a Revista BOA, organizada por Llinás, relacionada ao Grupo e a poetas e estreitamente vinculada com a Revista PHASES de Paris.

Apenas três números foram editados e em 1963, o Grupo BOA parecia ter se dissolvido, continuando a adesão de vários desses artistas ao Movimento PHASES, assim como a saída de outros. De modo que aos artistas argentinos ligados ao BOA inicial – Victor Chab, Osvaldo Borda e Martha Peluffo – somaram-se Juan Langlois e Julio Silva que também participaram da grande itinerante internacional de PHASES – que chegou à Argentina, intermediada por Llinás, e que depois seguiu para São Paulo. Apresentam especificidades e afinidades em relação ao Grupo Austral. As diferenças residem no consistente arcabouço poético e literário que permeia a obra dos artistas e pintores, bastante informados quanto à poesia e à produção teórica do Surrealismo bretoniano e de Jaguer, a presença em suas obras de um fundamento comum da pintura informal, ou antes a mancha, que revela os sinais do inconsciente, como em Martha Peluffo, Victor Chab e Juan Langlois.

Daisy V. M. Peccinini [coordenadora]