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Concreção 5732, 1957

Revolucionária quanto ao uso do alumínio e esmalte, a obra joga com a percepção do olhar, utilizando composição binária - cheios e vazios - e tornando ambígua a relação entre figura e fundo. Este trabalho revela muito de sua vida de projetista de esquadrias industriais, tanto pelos materiais utilizados, quanto pela precisão e equilíbrio formais.

Frederico Morais afirmou em uma retrospectiva de Sacilotto em 1995 que o artista era “o mais concreto entre os artistas concretos”. De fato, o artista se manteve fiel aos princípios de simplicidade e contenção formal, que aliados ao projeto da obra, resultaram em uma inteligência visual. O espectador é convidado a reaprender a ver e apreciar o elementar. Seduzidos pelas formas, os olhos percebem dinâmicas, translações e mudanças de planos.

Tatiana Rysevas Guerra
[bolsista]
Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado
[coordenadora do projeto]