Referência: CINTRÃO, Rejane; NASCIMENTO, Ana Paula. Grupo Ruptura. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. p. 28

Nasc.: Viena, Áustria, 1912
Morte: São Paulo, Brasil, 1987

Lothar Charoux foi chamado de “mestre da linha” pelos críticos. Utilizando a psicologia da percepção visual, o artista desenvolveu o domínio das estruturas ópticas, valorizando o contraste entre forma e fundo, sob uma organização concretista, mas cujas linhas-luzes trazem grande sensibilidade e vibração musical às obras.

Seus primeiros passos nas artes foram ensinados pelo escultor Siegfred Charoux, seu tio. Mudou-se para São Paulo em 1928, onde estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios, e também teve aulas com Waldemar Dacosta. Lecionou desenho no próprio Liceu e também no SENAI.

Durante a década de 1940, influenciado por seus mestres, produziu pinturas de cunho expressionista, e realizou suas primeiras exposições. Conhece Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro, futuros companheiros do Grupo Ruptura, na mostra 19 Pintores, em 1947, na Galeria Prestes Maia. Charoux realizou pesquisas formais que o levaram à abstração geométrica. Em 1948, estas pesquisas o aproximaram da arte construtiva.

Em 1952, Charoux expôs e ajudou a organizar a exposição do Grupo Ruptura, e assinou o Manifesto Ruptura, resultados de discussões e estudos sobre arte concreta realizados no ano anterior com o grupo. Sua estética estava ligada diretamente à sociedade industrial - com a utilização de materiais como aglomerado de madeira -; ao conceito moderno de projeto arquitetônico; ao desenho - vibrações das linhas -; e à psicologia da percepção formal, o que nos leva a aproximá-lo com a chamada “op art”.

Tatiana Rysevas Guerra
[bolsista]
Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado
[coordenadora do projeto]