O pós-guerra se constituiu com esperanças de um mundo mais democrático, ao mesmo tempo em que os governos voltavam a investir na industrialização e na modernização de seus países. Nas artes, as vanguardas começavam a ser institucionalizadas, e também transformadas em propaganda política. Os abstracionismos eram usados pelo governo norte-americano como símbolos da sua liberdade de expressão, em oposição ao realismo socialista instituído oficialmente na União Soviética. Assim, foram criados nos EUA os primeiros Museus de Arte Moderna, e se iniciou um processo de internacionalização da arte abstrata.

Em São Paulo foram fundados o MASP e o MAM-SP, e foi realizada, em dezembro de 1951, a I Bienal Internacional, eventos patrocinados por uma elite industrial interessada na modernização do país. Estes eventos trouxeram grandes transformações em uma cidade em que ainda perdurava um pensamento cultural conservador e elitista.

Foram trazidos ao Brasil artistas abstracionistas internacionais em grande escala. Sob esta influência, muitos artistas brasileiros passaram a identificar os abstracionismos como uma proposta de transformação das artes no país, em detrimento da arte figurativa. Foi neste quadro que emergiram os artistas concretos, e os abstracionistas geométricos e líricos.

Tatiana Rysevas Guerra
[bolsista]
Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado
[coordenadora do projeto]