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Biografia

Nasc.: Warneton, Bélgica, 1909
Morte: Warneton, Bélgica, 1984

Participante da exposição "20 Jovens Pintores de Tradição Francesa", Gustave Singier destaca-se entre os pintores atuantes no pós-Segunda Guerra pelo uso de formas geométricas dentro do Abstracionismo Lírico. Suas obras buscam inspiração principalmente nas paisagens naturais, compondo figuras de caráter informal que preservam, no entanto, ligação com a geometria. Integrante da vanguarda francesa iniciada nos anos 40, desempenha papel importante no contexto dos abstracionismos e da internacionalização das artes.

Embora nascido na Bélgica, Singier vai para Paris ainda criança, em 1919, vindo a ser naturalizado cidadão francês. É na capital francesa que o pintor desenvolve seu talento, convive com o mundo da arte e divulga seu trabalho. Quando estudante, freqüenta a École Boulle e trabalha como decorador e designer comercial, experiência que resgataria mais tarde, confeccionando murais e vitrais para mosteiros. Apenas depois de 36, ano em que estabelece contato com Charles Walch, o artista passa a encarar a pintura como carreira e dedicar-se de fato a ela, expondo nos salões franceses mais inovadores, como o Salon des Indépendants e o Salon d`Automne. Nesta primeira fase, de aprendizado e familiarização com a arte, Singier demonstra sua inclinação cada vez maior à abstração e o gosto pelas diversas combinações cromáticas.

Em plena Segunda Guerra, com Paris ocupada pela Alemanha, se une ao grupo de Jovens Pintores de Tradição Francesa e participa da exposição de 1941, ao lado de pintores como Alfred Manessier, Jean-Louis Le Moal e Jean-René Bazaine. Segue com alguns destes pintores, integrando outras exposições vanguardistas, entre elas a "Douze Peitres d`aujourd`hui", em 1943 e a da Galeria Drouin, em 1946. Nos anos 50, já reconhecido, prefere as mostras individuais, ocupando freqüentemente as galerias mais famosas da França.

Grande destaque dos abstracionismos, Gustave Singier colabora com uma das maiores rupturas já sofrida pela arte, quando as formas e cores ganham liberdade e escapam dos limites impostos por definições e academicismos. Sua obra não se limita à fronteiras, ultrapassando as paredes das galerias francesas para ganhar o palco das bienais e mostras de diversos países, passando pelo Brasil na Bienal de São Paulo, em 1963. Morre em 1984, deixando inúmeras pinturas e gravuras, valorizadas como documentos históricos das transformações do Século 20.


Carolina Amaral de Aguiar
(bolsista IC - FAPESP)
Profª Drª Daisy Peccinini
(responsável pelo projeto)

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