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Biografia

Nasc: Authon-du-Perche, França, 1909

Pintor de paisagens não figurativas, Le Moal integrou o grupo vanguardista dos Jovens Pintores de Tradição Francesa. Suas obras foram de fundamental importância para o desenvolvimento do abstracionismo lírico, buscando atingir a sensibilidade e a pureza das formas. Muitas vezes com pretensões decorativas, suas pinturas causaram um rompimento definitivo com a figuração, tornando-se exemplos para os pintores atuantes nos anos 50.

Desde cedo, demonstra o interesse pela carreira de artista, estudando na Escola de Belas Artes de Lyon e na Escola de Artes Decorativas de Paris. No entanto, tem seu talento incentivado de forma considerável quando convive com o mestre Roger André Bissière, professor da Academia Ranson; mesmo período em que é colega de Alfred Manessier, Jean-René Bazaine e outros que viriam a integrar o grupo de Jovens Pintores de Tradição Francesa. Durante os anos 30, não participou de muitas exposições, preferindo dedicar-se à decorações e cenários para teatro, assim como à viagens para Espanha, Bélgica, Holanda e Estados Unidos. Nestas viagens que Le Moal descobre combinações cromáticas inéditas em seu país e troca experiências com pintores de outros valores culturais, adiantando, desta maneira, o fenômeno de internacionalização das artes que explodiria no contexto do pós-guerra.

Em 1941, volta para Paris, junta-se ao grupo Témoinages e participa da exposição "20 Jovens Pintores de Tradição Francesa". Nesta época, sua abstração já se torna cada vez mais evidente, principalmente nas pinturas de paisagens, onde inspira-se na natureza para realizar movimentos picturais. A originalidade de seus trabalhos lhe rende várias exposições durante os anos 40; sozinho ou com o grupo de jovens pintores, como é o caso da exposição "Douze Peitres d`aujourd`hui". Desta forma, seu nome avança para a década seguinte, consagrado pela nova arte vanguardista.

Além de sua pinturas, Le Moal também realiza tapeçarias, murais e vitrais, inspirados na mais tradicional cultura gótica francesa. A idéia de que a França sempre teve uma arte não figurativa é argumento para que os artistas abstratos desta nova geração sustentem a legitimidade de seus trabalhos inovadores. Pioneiro desta grande ruptura, Le Moal é reconhecido como membro da Escola de Paris.

Carolina Amaral de Aguiar
(bolsista IC - FAPESP)
Profª Drª Daisy Peccinini
(responsável pelo projeto)

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