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Biografia

Nasc.: Paris, 1904

Filósofo e historiador da arte, Bazaine concilia prática e teoria em suas pinturas. Domina a arte abstrata tanto nas formas e cores, como em seus argumentos e justificativas, compreendendo a importância do fenômeno dos abstracionismos para a arte contemporânea. Integrante do grupo de Jovens Pintores de Tradição Francesa, participa de uma inovação na arte, cuja ruptura estética e filosófica se compara apenas com a do Renascimento.

Antes de ariscar-se na arte, Bazaine estuda letras na Sorbonne, demonstrando grande interesse pela filosofia. Só depois de formado, inicia os estudos na Escola de Belas Artes de Paris, optando inicialmente pela escultura, mas dedicando-se exclusivamente à pintura, já a partir 1924. Começa então, a desenvolver seu talento, passando pelo ateliê de Landowski e Focillon, pela Academia Julian e pela prática em museus. Seu grande conselheiro, no entanto será Bonnard, cujo o contato influencia o estilo de suas composições artisticas e suas concepções teóricas. Neste primeiro momento, suas obras (que ainda mantém uma certa figuração) são reconhecidas pelo prêmio Blumenthal, adquirido em 1938.

A década de 40 e a experiência da Segunda Guerra levam Bazaine para outros rumos. Junto com alguns artistas de sua geração, como Alfred Manessier, Gustave Singier e Jean Le Moal, funda o “Le Salon du Temps Présent”, em 1941, mesmo ano em que participa da exposição de vanguarda “20 Jovens Pintores de Tradição Francesa”, ao lado destes mesmos colegas. Sua obra se direciona para o abstracionismo lírico, abandonando cada vez mais o caráter figurativo. Maduro, retoma o gosto pelas palavras, escrevendo artigos sobre arte para jornais e revistas. Publica os livros “Notas sobre a Pintura Atual” e “Exercício da Pintura”, ensaios que inspiraram grandes teóricos da arte como Maurice Merleau-Ponty e Henri Maldiney.

Bazaine compreendeu como ninguém a arte do pós-guerra: o resgate da mais pura tradição francesa medieval (significativo principalmente no período da ocupação alemã) e a inovação formal. Seus textos evidenciam os esforços de cada obra, na escolha das cores e formas mais adequadas, na desconstrução do conceito de arte, na adequação e na oposição aos artistas contemporâneos. Consagrou-se na década de 50, expondo ao lado de Georges Braque, Marc Chagall, Fernand Léger, Henri Matisse, Juan Miro e Pablo Picasso, os maiores nomes da arte do século XX.

Carolina Amaral de Aguiar
(bolsista IC - FAPESP)
Profª Drª Daisy Peccinini
(responsável pelo projeto)

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