Grupo Experimental holandês que se une ao Grupo CoBrA, o “Reflex” é fundado no contexto do pós-Segunda Guerra, em 1948. Constituído por artistas que buscam despertar os instintos criativos das pessoas, resultando em uma arte espontânea e imediata, seus integrantes se enxergam como militantes, revolucionários da estética. Surgindo após os cinco anos da ocupação alemã nazista no país, o grupo valoriza, acima de tudo, a liberdade de expressão do artista.

Em uma exposição em 1946, realizada no museu Stedelijk, jovens artistas como Karel Appel, Eugene Brands, Corneille e Anton Rooskens, percebem afinidades entre seus trabalhos. Dois anos mais tarde, se unem com outros artistas de perspectivas similares para fundar um grupo experimental, onde as diversas possibilidades de criação deviam ser valorizadas. Com uma base teórica bem elaborada, essencialmente inspirada na doutrina marxista, os manifestos (entre os quais o mais famoso foi escrito pelo pintor Constant) e a publicação de uma revista com o nome “Reflex” são os principais meios de divulgação das discussões elaboradas por estes artistas.

O grupo considerava o cubismo como o primeiro sinal de mudança artística realmente significativa. Por isso, a influência de Pablo Picasso e Braque é visível, sobretudo na opção pela não-figuração. No plano teórico, além das obras de Marx, buscam inspiração na filosofia de Kant, tentando atingir uma visão da realidade onde o sujeito é o centro da reflexão. No entanto, com a experiência da guerra, ultrapassam a idéia kantiana, desmontando o limite entre o real e o irreal.

No mesmo ano de sua fundação, o grupo se une a pintores dinamarqueses e belgas, formando o Grupo CoBrA, que acaba em 1951. Com o fim do CoBrA, a duração do Grupo Experimental também é pequena, sobretudo pelo afastamento de Karel Appel. Mesmo a revista “Reflex”, mesmo nome pelo qual o grupo se torna conhecido, é publicada apenas duas vezes. Um curto período, mas revolucionário o bastante para mudar o conceito de estética.
 
 
     
 
Home Page do Grupo CoBra