Grupo vanguardista de Bruxelas, o Jovem Pintura Belga desenvolveu uma arte experimental. Fundado em 1947, os artistas belgas viriam a se juntar com o Grupo Cobra, em 1948, com o qual compartilhavam tendências semelhantes. Conhecido especialmente pela obra de Pierre Alechinsky, o grupo era uma dissidência, nas artes plásticas, do "Centro Surrealista-Revolucionário na Bélgica", do qual participavam também escritores e poetas.

Cada artista do Jovem Pintura Belga tinha um estilo próprio, fazendo com que a marca do grupo fosse a liberdade e a troca de experiências. No entanto, mesmo com a falta de um programa, a arte destes jovens era caracterizada pela não-figuração e pela busca de uma identidade nacional. Surgido no contexto do pós-guerra, o grupo tentava resgatar a autenticidade da cultura belga, abalada pela investida nazista alemã (ver Grupo CoBrA e a Segunda Guerra Mundial), adotando um caráter moderno e inovador.

Muitos artistas eram ligados ao Partido Comunista e adotavam a idéia de um "surrealismo-revolucionário", onde o conceito marxista de revolução era empregado na arte. Através da revista "L`Aubette", expressavam suas idéias, muitas vezes em forma de manifestos, onde propunham um sentido experimental e defendiam as culturas regionais. Poetas adotavam o elemento estético em suas poesias, enquanto os pintores também escreviam. A obra do poeta Christian Dotremont (fundador do Centro Surrealista-Revolucionário na Bélgica e do Grupo CoBrA) é um exemplo desta interdisciplinaridade, onde a caligrafia torna-se um elemento visual integrante da poesia.

Com a junção ao CoBrA, depois do encontro entre escritores e pintores da Bélgica, Holanda e Dinamarca, na "Conferência Internacional de Documentação sobre a Arte de Vanguarda" (paris, 1948), a duração do grupo foi pequena. Com o fim do CoBrA, em 1951, o Jovens Pintores Belgas também se desintegrou.
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