Tamaris, 1951
Óleo s/ tela, 65.0 x 80.7 cm
Doação Francisco Matarazzo Sobrinho

Esta obra, do início dos anos 50, é um exemplo do abstracionismo geométrico desenvolvido por Mortensen. O rigor imposto pela geometria, encontrado nos traços retilíneos e nas formas quadrangulares, se contrapõe as cores vibrantes como o amarelo, o azul e o vermelho.

Do lado esquerdo, o predomínio dos tons escuros avança em direção ao lado direito, mais claro e luminoso. O conflito entre estas duas áreas se equivale ao que se estabelece entre a espontaneidade da composição e o planejamento geométrico das formas.

Todas estas características opostas entre si, surpreendem com o resultado harmônico final. A releitura da arte, realizada pela abstração, cria uma síntese nova, onde a reconstrução surge da reflexão sobre as partes.
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