Escultor atuante principalmente na arte do pós- Segunda Guerra, Robert Jacobsen esteve ligado a diversos movimentos vanguardistas do período. Embora nunca tenha sido um membro efetivo do Grupo CoBrA, sua arte surge com as mesmas preocupações e intenções destes artistas, a medida que propõe uma releitura dos elementos tradicionais locais através do uso de uma linguagem moderna. Suas obras demonstram a procura pela abstração e pela internacionalização das artes, típicas dos anos 50.

Autodidata, Jacobsen inicia sua trajetória sem estudar em escolas ou academias de artes, inspirando-se principalmente no Expressionismo Alemão. Seu aprendizado é fruto das experiências que inicia na década de 1930, elaborando esculturas em ferro, pedra e madeira. Neste momento, já desenvolve suas obras de "bonecos" que relembram criaturas míticas com formas não convencionais, que marcaria toda sua carreira. Utilizando-se dos mais diferentes objetos em suas esculturas, Jacobsen busca o íntimo de sua criatividade, o que lhe fornece uma identidade única em relação aos artistas de sua época.

Com a Segunda Guerra Mundial, o escultor atinge grande maturidade, expressando preocupações comuns aos demais artistas dinamarqueses. O horror da Segunda Guerra e da ocupação nazista (Grupo CoBrA e Segunda Guerra Mundial) fazem com que a obra deste período seja marcada pela falta de harmonia, pela agressividade e pelo aspecto "bárbaro". Jacobsen integra o grupo surrealista "Host", que elabora uma reflexão sobre este contexto, e aproxima-se do CoBrA, em 1948.

No entanto, o reconhecimento só viria próximo aos anos 50, quando o artista se muda para Paris (1947). A aproximação com as vanguardas, principalmente nas exposições da Galeria Denise René, do Salão Réalités Nouvelles, do Salão de Maio e da Jovem Escultura (complemento do grupo Jovens Pintores de Tradição Francesa), faz com que Jacobsen opte pelas construções mais abstratas, elaborando um jogo entre linhas retas e curvas, se aproximando das formas encontradas na natureza. Ao contrário das obras contemporâneas à guerra, neste período suas esculturas trazem lucidez e a procura pela liberdade plena. Em 1966, ganha o Grande Prêmio de Escultura na Bienal de Veneza e, com isto, o mérito internacional.

Ao longo de toda sua carreira, Robert Jacobsen se mostra um artista inovador, alheio a definições e limites que pudessem impedir manifestações criativas. Desta maneira, passa por diferentes estilos, formando sua arte pessoal, onde a fronteira entre a figuração e a abstração é permeável.
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