Representante da vertente geométrica do Jovem Pintura Belga e, posteriormente, membro do Grupo CoBrA. Sua obra exemplifica a liberdade de estilos prezada neste período do pós-guerra. Se, de um lado, busca máxima expressão do interior humano e de seu diálogo com o mundo exterior; o artista também opta pela disciplina e pelo rigor das formas, desenvolvendo uma pintura influenciada pelo Abstracionismo Geométrico, mantendo a espontaneidade como um elemento fundamental em sua obra, o que o aproxima de artistas do CoBrA como Karel Appel, Pierre Alechinsky, Richard Mortensen e William Gear.

Em 1939, Collignon se inicia na Escola de Belas Artes de Liège. Completado os estudos, participa dos grupos Jovem Pintura Belga, em 1947, e do Grupo CoBrA, a partir de 1948. Entra em contato com as tendências internacionais. Neste período, sua principal preocupação é desenvolver uma arte livre e espontânea, o que o leva a participar da exposição "Mains Éblouies" , ou "Mãos Fascinadas", no final dos anos 40. Sua intenção é "libertar" o artista, que deve expressar todo o seu deslumbramento com o mundo de acordo com critérios pessoais.

A experiência com estes grupos leva o pintor a Paris, em 1951, onde a troca com outros artistas será ainda mais intensa, acentuando o caráter geométrico de suas composições. Como fundador do grupo "Arte Abstrata", demonstra a intenção de valorizar a organização, mas sem impedir que haja a expressão do espírito humano. A racionalidade deve acompanhar os impulsos e a espontaneidade, gerando harmonia e equilíbrio.

Considerado um dos expoentes da arte moderna belga, o artista participou da Bienal de Veneza em 1962 e 1970, quando já era um nome consagrado. Representante do contexto dos abstracionismos e da internaconalização das artes, Collignon une sua cultura nativa e sua espiritualidade interior com as tendências que predominam no mundo e "desfilam" na Paris dos anos 50.
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