| Cenário
da Semana de 22, local onde se apresentaram entre os dias 11 e 18 de fevereiro
os espetáculos do festival literário e musical, no seu auditório,
e uma exposição de artes plásticas ocupava o saguão.
Considerado um teatro novo, inaugurado em 1911, o edifício era condizente com a imagem de progresso da cidade, respondia ao clima de auto-afirmação e de otimismo progressista desde a última década do século XIX e início do século XX, conseqüentes ao impressionante aumento populacional e à expansão urbana. O Teatro Municipal materializava os ideais positivistas na medida em que se materializava como um templo da arte, educando a sensibilidade e a inteligência do povo, que por ali passava , com sua arquitetura eclética e na freqüência de seus espetáculos. Esta preocupação de educar e melhorar o gosto do público se prendia ao contexto mais amplo de pensamento da época de que o progresso econômico observado em São Paulo merecia uma resposta cultural à altura. E esta resposta cultural se concretizava materialmente na casa de espetáculos de cultura. A autoria principal do projeto foi de Ramos de Azevedo , engenheiro - diretor da construção que deu ênfase à monumentalidade do edifício de proporções majestosas, decorrentes de seus estudos na Bélgica onde pode aprender o gigantismo da arquitetura eclética belga. Ao nome de Ramos de Azevedo se soma a atuação de Domiciano Rossi, professor de Desenho da Escola Politécnica da e Desenho Geométrico e de Cor no Liceu de Artes e Ofícios. Associado ao escritório de Ramos de Azevedo era grande entusiasta e difusor do neo-barroco e sua colaboração se manifestou nos elementos do barroco italiano, estilo preponderante no eclético edifício do teatro. Ainda contou com a colaboração do cenógrafo Cláudio Rossi outro italiano, com as mesmas diretrizes barrocas.Importante destacar que para a realização da Semana de Arte Moderna foi alugado por um membro da elite paulista , Paulo Prado, justamente o edifício- ícone do gosto da belle époque , do decorativismo, da mistura de estilos do passado, que o modernismo vinha derrubar, mas de toda maneira era o Teatro Municipal, o monumento testemunha concreta do progresso da capital paulista e um importante pólo dinâmico de cultura no meio urbano da época. D. P. A. |
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| Anita Malfatti | |||
| Di Cavalcanti | |||
| John Graz | |||
| Vicente Rego Monteiro | |||
| Victor Brecheret | |||
| Zima Aíta | |||
| Ferrignac | |||
| Martins Ribeiro | |||
| W. Haerberg | |||
| João Fernando de Almeida Prado | |||
| O. Goeldi | |||
| H. Leão Veloso | |||
| A. Paim Vieira |
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