Imagens usadas na colagem, da esquerda para a direita: detalhe de escadaria, de Theo van Doesburg; prato de Carlton Ware; "Casal", escultura em mármore de Csaky; chão de madeira de Kipling House, Villiers Street, Londres; ilustração de Hugh Ferris do edifíico Fisher, Nova York, projetado por Albert Kahn; relógio de mármore, de F. Preiss 


 
Art Déco, expressão francesa referente à arte decorativa, é um estilo que rapidamente se tornou modismo internacional. Associa sua imagem a tudo que se define como moderno, industrial, cosmopolita e exótico. Por estar ligado à vida cotidiana - objetos, mobiliário, tecidos, vitrais, painéis pintados - se associa à Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, Arquitetura de Interiores, Design, Cenografia, Publicidade, Artes Gráficas, Caricatura, Moda e Vestuário. Teve sua origem em Paris, com a grande mostra Exposition Universelle des Arts Décoratifs, em 1925. Com uma estruturação compositiva cubista como base, integra em seu vocabulário de formas, elementos oriundos de culturas e civilizações fora da tradição greco-romana ocidental. Têm grande sucesso, os padrões esquematizados ou estilizados da arte khmer, da Malásia, vietnamita, arte egípcia - sob o impacto da descoberta do túmulo do faraó Tutankamon -, assim como a dos povos indígenas das Américas e da África. Estes dois últimos, foco de interesse desde as primeiras vanguardas do início do século. 

A valorização destas artes fora da tradição ocidental, vem de encontro à difusão do cubismo com seu planejamento, disciplina, organização simplificadora da composição, onde convergem os vocabulários das artes não naturalistas, cujas formas possuem uma geometrização essencial e despojada; geralmente práticas de povos primitivos, como também de civilizações orientais. A arte decorativa, art déco, tornou-se internacional, expandindo-se pelo mundo ocidental até a Segunda Guerra e em alguns lugares, até o final da década de 40.

No Brasil, o Art Déco entra em convergência com o nacionalismo modernista, absorvendo temas indígenas - flora, fauna e motivos geométricos, inspirados nas cerâmicas marajoaras do Pará. Vicente do Rego Monteiro, por ser pioneiro da pesquisa de temas indígenas, e os irmãos Antônio Gomide e Regina Gomide Graz, a que se soma John Graz, seu marido, foram os três principais difusores deste estilo. Atuaram não só na pintura, como na produção de objetos de decoração e arquitetura de interiores, como vitrais e painéis pintados com temas alegóricos decorativos, abajures, tapetes e almofadas.

 
Imagens usadas na colagem, da esquerda para a direita: "Pierro e Colombina", 1922, de Antônio Gomide; ilustração da capa do livro "Legendes, croyances et talismans des indiens de l'Amazone", ilustrado por Vicente do Rego Monteiro; tapeçaria anos 30, desenho de John Graz


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