| Retrato
da Sra. Dr. W, 1919
Crayon s/ papel, 22,7 x 17 cm |
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| Esta gravura é fortemente marcada pela influência do grupo de expressionistas Die Brücke - A Ponte, de Dresden, onde Lasar Segall vivera desde 1910. Os traços angulosos e a despreocupação com as proporções trazem grande semelhança com as obras do mesmo período de Karl Schmidt-Rottluff, como as pertencentes ao acervo do MAC, Auto Retrato, sem data e Mãe, de 1916. A expressão de angústia e isolamento que podemos notar nestes três desenhos resultam da participação que ambos tiveram durante a Primeira Guerra, Rottluff como combatente do exército alemão, e Segall como prisioneiro em um campo de concentração, experiência que marcará sua obra de maneira notável. C. A. G. |
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| Perfil
de Zulmira, 1928 Óleo s/ tela, 62,5 X 54,0 cm |
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| Em 1928, depois de cinco anos residindo no Brasil, Lasar Segall abandona a angularização dos traços e a crueza do desenho: sua obra parece ganhar sensualidade e alegria, através das curvas e das cores tropicais. O negro passa a ser tema constante, junto com marinheiros e prostitutas. É necessário notar a densidade plástica da figura como resultado da contraposição contra um fundo decorativo, recordando os recursos compositivos de Tarsila em A Negra. C. A. G. |
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| Duas
figuras, 1933 Guache s/ papel, 46,5 X 70,0 cm |
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| Nesta época, Segall já era figura ativa e importante no movimento modernista brasileiro, tendo sido, no ano anterior, um dos fundadores da Sociedade Pró Arte Moderna. Sua obra passa a ser contraponto à influência predominantemente francesa e italiana na pintura paulista. Este desenho marca o retorno da angústia e solidão expressionistas. Apesar das tonalidades claras e tropicais, a composição é despojada de outros elementos, dando ao casal uma expressão solitária e melancólica. Ao contrário do Perfil de Zulmira, que traz uma preocupação maior com o requinte e acabamento da obra, aqui Segall retoma a crueza no desenho, que vai defender como o único meio de expressar verdadeiramente o sentimento humano. C. A. G. |
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