Imagens usadas na colagem, da esquerda para direita: "Chegada de Muratori", Cícero Dias, 1927; "Auto-Retrato", sd, Ismael Nery; "Sem título (cabeça de Cristo)", 1925, Antônio Gomide; ilustração de Di Cavalcanti para livro "Fantoches da meia-noite", de Monteiro Lobato; "A Negra", 1923, de Tarsila do Amaral; "Portadora de Perfume", de Brecheret; estudo de poltrona, de John Graz
 


 
A Boba, 1915/ 1916 
óleo s/ tela, 61 x 50,6 cm
 

Feita durante sua estada nos Estados Unidos, A Boba é um dos pontos mais altos da pintura de Anita. É fruto de uma fase em que a sua pintura expressionista absorve elementos cubo-futuristas. A Boba faz parte de um momento de "busca ativa", a tela é construída com a cor, numa orquestração de laranjas, amarelos, azuis e verdes, realçando as zonas cromáticas delineadas pelas linhas negras, na maioria diagonais - ordenação cubista. No primeiro plano, uma angulosa e assimétrica figura recebe aplicação irregular da cor. Na fisionomia, a expressão anormal e vaga é ressaltada por traços negros, segundo a estética expressionista do irracional e desarmônico. O fundo, elaborado com rápidas pinceladas, serve de contraponto. 

R. C. O.


Torso/Ritmo, c. 1915/ 1916 
carvão e pastel s/ papel, 61 x 46,6 cm 

Este desenho de um ginasta masculino, possivelmente foi feito no final de sua estada nos Estados Unidos. Anita se ocupa com o movimento dos músculos, a anatomia e a construção geométrica. Compõe a figura na diagonal, a musculatura distorcida parece saltar do papel. Cabeça e pés não cabem na folha, as mãos estão "ausentes e presentes". O uso do pastel demonstra a valorização das cores no desenho. 

R.C.O.


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