O IMPLACÁVEL, 1947
BRONZE PLATINADO
74,0 x 117,6 x 19,5
A escultura de Maria Martins de início tem as características de ser uma somatória de elementos interdependentes, encadeados, apesar de natureza diferente: vegetais, animais, figuras humanas em coesão propiciando uma dinâmica de massas e um efeito que surpreende. 
As massas não são densas, modeladas com relevo acidentado. Num segundo momento quando integrada ao Surrealismo, sua escultura se encaminha para o alisamento de superfícies, tornando-as mais luminosas e de maior força plástica nos volumes, como nesta obra.
 
Jamais perderá o caráter do surrealismo anárquico e revolucionário, onde a adesão ao imaginário, no caso de Maria, o mergulhar no mundo fantástico e primitivo, que capta a força e o dinamismo da vida.
A artista cria uma ordem nova para a escultura - uma escultura de expressão humana - temas de paixões, de sensualidade e dores da natureza feminina.
A SOMA DE NOSSOS DIAS, 1954/55
SERMOLITE E ESTANHO
330,9 x 190,7 x 64,9

 
MARIA MARTINS