1900 - Campanha, Minas Gerais
1973 - Rio de Janeiro, RJ 

 
Artista, embaixatriz, femme du monde, poeta, jornalista e escritora, Maria e sua arte ocupam um espaço importante na arte moderna do Brasil e internacional.  Maria Martins começou seu trabalho como escultora aos trinta anos, assim como Tarsila do Amaral, na pintura.
As duas receberam uma educação esmerada para moças de elite, em colégios de freiras. Após um casamento fracassado, Maria vai a Paris acompanhando seu pai em tratamento de saúde. Freqüentou os círculos intelectuais parisienses e em 1926 casa-se com o diplomata brasileiro Carlos Martins Pereira e Souza. 

Sua iniciação na escultura foi lenta e esparsa, em diferentes capitais: Quito, Copenhague, Tóquio e Bruxelas, onde passou a viver com seu marido.

A arte de Maria Martins alcança plenitude nos Estados Unidos, onde de 1939 a 1948, seu marido foi designado embaixador do Brasil em Washington. Maria Martins pode então, terminar sua formação e, pelo ano de 1941, faz sua primeira exposição individual na Corcoran Art Gallery. Abre seu ateliê no ano seguinte, em Nova Iorque, e conhece Mondrian, de quem fica amiga, expondo com ele. Suas esculturas expressivas e orgânicas, materializando as forças naturais e lendas da Amazônia atraíram a atenção dos surrealistas históricos, refugiados em Nova Iorque devido à II Guerra Mundial. Maria se integra ao grupo dos surrealistas entre eles - André Breton, Max Ernst, Roberto Matta, Marcel Duchamp, Yves Tanguy, André Masson, além de Marc Chagall e Fernand Léger. 

Nesse período relaciona-se com Marcel Duchamp que lhe dedica duas obras: "Le Paysage Fautif", 1946, e "Etant Donnés: Maria, la Chute d'Eau et le Gaz de Éclairage", de 1947, testemunhas do impacto da beleza da artista e de sua sensibilidade vibrante. André Breton, que a admira, escreve a apresentação de sua mostra individual de 1947, na Jean Lévy Gallery em Nova Iorque e a convida para as importantes exposições surrealistas no pós-guerra em Paris.

Participou ativamente da criação e consolidação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo e Rio de Janeiro e também da Bienal de São Paulo, onde em 1955, recebeu o Grande Prêmio de Escultura Nacional com "A Soma dos Nossos Dias". A partir de então, Maria deixa a escultura pela literatura, publicando vários livros como jornalista e escritora.

 
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