1896 - Balagny, França 
1987 - Paris, França

 
Esse importante artista surrealista, que está na origem do Expressionismo Abstrato norte-americano, dedicou toda a sua vida à arte, salvo nos anos que se seguiram à guerra, quando, gravemente ferido e após longa estadia em hospitais, viu-se em dificuldades financeiras e passou a trabalhar em outras atividades. Marcado por esta triste experiência, desenvolveu uma profunda curiosidade quanto à natureza e ao destino do homem, aliada à crença obscura na unidade simbólica de todas as coisas.

Estudou na Academia de Belas Artes de Bruxelas e na Escola Nacional Superior de Belas Artes, em Paris; em 1922, começou a produzir sob influências cubistas mas a partir de 1924 e até o final da década, participou do Surrealismo. Nessa época, começou a desenvolver seus primeiros desenhos automáticos, isto é aqueles cujas linhas seguem o fluxo da consciência, quadros de areia, esculturas, colagens. Após seu segundo período surrealista, de 37 a 41, refugiou-se nos EUA. Entre 1942 e 45, deu-se a sua "Fase Americana", em que influenciou decisivamente a emergência do Expressionismo Abstrato. Particularmente a pintura de Arshile Gorky. Por outro lado sua pintura automática tem analogia com a Action Painting americana, gerada por Jackson Pollock. Sua obra dessa fase é inspirada na vida vegetal e animal de New Preston, no Arizona, centro-oeste dos Estados Unidos, integrando estreitamente cores, linhas e formas. Em 1946 retornou à França e no ano seguinte fixou-se na Provence, onde ilustrou livros e criou cenários para o teatro e o cinema.

Teve seu trabalho reconhecido através de uma retrospectiva em 1950. Recebeu em 1955 o "Grande Prêmio Nacional ", expondo em 1936 sua maior retrospectiva no MOMA de Nova Iorque.

Masson trabalha com cores intensas, que considera mais apropriadas no desenvolvimento da temática das metamorfoses. Poeta trágico do imaginário, diferente de Joan Miró, compõe um universo com cenários dramáticos, povoando-os de seres míticos. Constrói retratos imaginários, paisagens, alusões simbólicas à origem e à manifestação da vida, registrando o universo em (r)evolução, permeando-o de um simbolismo erótico. Sua obra reflete um olhar surreal sobre um mundo atribulado.

 

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