1890 - 1964 - Bolonha, Itália
 
Um artista singular ligado aos ideais da Pintura Metafísica e de Cézanne, que entretanto adquire um caminho próprio, à distância dos experimentos estéticos e grupos de arte do século XX, obsessivamente dedicado às naturezas-mortas: flores e objetos.

Pintor e gravador italiano, viveu toda a vida em sua cidade natal, Bolonha, onde estudou na Academia de Belas Artes. Em 1914, foi convidado a participar da primeira exposição futurista em Florença, na qual conheceu Carlo Carrà e Umberto Boccioni. Na visita à Bienal de Veneza, teve contato com obras de Cézanne que o impressionaram bastante. Em 1918, integra-se à Pintura Metafísica, após conhecer Giorgio De Chirico, e nela permanece até 1920. Associou-se também, entre 18 e 21, ao grupo e à revista Valori Plastici, em Roma, fundados por Mario Brogli.
Defendeu os princípios da Pintura Metafísica e, assim como De Chirico, voltou-se contra todos os movimentos de Vanguarda, em favor  da tradição clássica italiana - naturalismo e desenho. A partir de 1926, iniciou suas atividades como professor e diretor de escolas de arte nas províncias do Reggio Emilia e Modena. Em 1948, foi feito membro da Accademia di San Luca. Morandi ganha reconhecimento internacional sendo premiado na Bienal de São Paulo em 1957.

De início foi influenciado pelos cubistas e por Cézanne. Por meio deste, começou a apreciar o poder expressivo dos objetos, concentrando-se sobre sua plasticidade. A partir de 1918, tornou-se adepto, por um período, da Pintura Metafísica; deste vínculo sua pintura apropriou-se de valores da luz. Sua pintura foi se singularizando quando ele assumiu como proposta a meditação sobre a natureza e plasticidade dos objetos da vida real.

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MAPEAMENTO MÓDULO I - PINTURA METAFÍSICA
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