O ENIGMA DE UM DIA,1914
ÓLEO S/TELA; 83.0x130.0cm

 
De sua fase metafísica traz tanto a espacialidade reforçada pela perspectiva, quanto o signo humano que se dá na arquitetura e em sua sombra. 
Como nessa obra do MAC, que antecipa as temáticas oníricas do Surrealismo, fazendo prevalecer o sentido da fundamental ambigüidade da imagem, da sua irrefutável presença e, simultaneamente, da sua ausência em relação ao espaço e ao tempo. 
Como a luz que invade a paisagem engrandecendo as sombras, o trem que atravessa o horizonte, as silhuetas ao longe, a estátua como personagem estático, e dotado de vida. Todos estão e não estão: personagens ausentes que projetam sombras, onde tudo o que se ouve é seu silêncio.
 
GIORGIO DE CHIRICO