COLHEITA, 1947
ÓLEO S/ TELA; 128.2 x 98.5 cm
DOAÇÃO MAMSP
Essa obra é extremamente característica das opções iconográficas, materiais e técnicas do artista. Ela demonstra as preocupações telúricas de Permeke, voltado para uma espécie de ser humano simples, natural, instintivo, que vive em função da terra e que está destinado a desaparecer num mundo dominado pela evolução tecnológica. As figuras femininas são deusas monumentais presas ao solo, no labor de colher seus frutos. As tonalidades terrosas são brilhantemente iluminadas pelos amarelos dourados - solares - que iluminam e aquecem a composição, criando um clima de vitalidade elementar.
COSTANT PERMEKE