1886, Antuérpia, Bélgica - 
1952, Ostende, Bélgica
Permeke foi, em época de renovação artística, intérprete fiel do espírito flamengo, e reconhecido internacionalmente como um dos melhores artistas expressionistas do mundo. Ninguém encarnou melhor o Expressionismo que Constant Permeke, não só pela saúde física, robustez, dinamismo, como pela visão elementar, monumental, da natureza e do homem, isento de qualquer crítica social.
Depois de ter estudado na academia de Bruges e Guent, onde era amigo de pintores como Gustave De Smet e Fritz Van Den Berghe, associou-se ao segundo grupo Laethem-Saint-Martin, berço do Expressionismo Flamengo, e muito contribuiu para a ressonância internacional deste.

Gravemente ferido na 1º guerra mundial, na Holanda, foi mandado para Inglaterra, onde fez seus primeiros trabalhos. Durantes os anos da guerra, Permeke recebera influências do Expressionismo Alemão, em especial do Die Brüke. Em 1918 retornou à Belgica, onde passou a pintar marinheiros e pescadores, além de camponeses de dimensões monumentais como primitivos titãs.

Apaixonado pela expressão plástica, foi naturalmente conduzido, depois de 1936, à escultura (grandes blocos de granito, rudemente talhados), embora menos renovadora que sua pintura.

Quis envolver a luz em seus trabalhos e retratá-la através de um materialismo pictórico. 
Tinha essa necessidade básica de sentir e pintar instintivamente. Seu desejo de primitivismo foi comparado ao de Paul Gauguin. Suas paisagens inglesas, as cenas do porto, os interiores de pescadores, os estudos de camponeses, as vistas de Flandres, os nus, trazem todos a marca do temperamento plebeu, áspero, jovial e poderoso. Isso tudo realiza com os meios da terra, usando todas as nuanças das suas cores.

 
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MAPEAMENTO MÓDULO I - EXPRESSIONISMO FLAMENGO
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