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1879, Münchenbuchsee, Suíça -
1940,Muralto-Locarno, Suíça 
foto1.JPG (10534 bytes) Em Paul Klee a arte está ligada mais à essência do que à aparência das coisas. Portanto, a arte não representa o mundo, mas o apresenta, sendo o artista o elo entre o ser interior e o mundo que o envolve.
Klee passou boa parte de sua vida na Alemanha; freqüentou a Academia de Munique, onde descobriu a obra de pintores como Van Gogh, Cézanne e Ensor, do escritor Edgar Allan Poe e do compositor Bach; nessa cidade, participou do grupo expressionista Cavaleiro Azul/Der Blaue Reiter, conheceu Wassily Kandinsky, Franz Marc, Auguste Macke e as obras de Delaunay, que o influenciaram enormemente.
Paul Klee - The Museum of Modern Art, New York, 1987
Paul Klee com Will Grohmann, Bern, verão de 1938  pg.329
Foto de Felix Klee 
Lecionou, entre 1917 e 1930, na Bauhaus (Weimar e Dassau), onde com Kandinsky representava a vertente lírico - expressiva que teve de disciplinar para conciliar com a proposta construtiva, geométrica e arquitetônica da escola - um dos resultados dessa auto-disciplina são os Cadernos Pedagógicos (1925) - segundo eles, a linha em ação é a referência que guiou Klee pelas experiências visuais: por meio dela, estabelece correspondências com outros elementos geométricos, físicos, químicos e mesmo psíquicos, atribuindo-lhes valores simbólicos ao apelar para estímulos, sensações visuais como recursos ilustrativos; relaciona entre si linhas, sombras e cores, reforçando aqui, eliminando alí, para obter  a sensação de equilíbrio ou correção, que para ele significava encontrar a presença da Forma-Cor ideal.
Autoretrato.JPG (3022 bytes) Em 1935 sofreu os primeiros sintomas da esclerodermia que mais tarde o mataria.
Klee deixou a Bauhaus pela Academia de Dusseldorf que, por sua vez, abandonou por determinação dos nazistas. Em 1937, o partido incluiria 17 de suas obras na exposição "Arte Degenerada".
Saiu da Alemanha e voltou à Suíça (Berna).
Expressionism - Movements of a Modern Art
Frank Whitford p.100 fig.113
Esboço do Autoretrato de Paul Klee - 1909
(13 x 14.5cm)
Xilogravura
Coleção Felix Klee, Bern
Nas pinturas dos últimos anos, predomina uma escala de cores mais escura, deixando emergir sua preocupação com forças malevolentes e temas de corrupção; o traço fica mais cheio e há o surgimento de uma forma de sátira mais mordaz.
Em geral, suas obras têm os traços delineados, deixando entrever leveza, harmonia e encantamento; a cor delicada parece antes o fruto do sonho ou da lembrança que da observação direta.Em todas as suas fases o tema se submete à forma, sem que o artista se limite, contudo, unicamente a ela: coloca em questão o tempo e o espaço, encontrando-os um no outro e transcrevendo-os na orquestração rítmica das linhas e dos mosaicos que elas geram. 
Bach e Mozart eram especialmente admirados por Klee; sem dúvida, é daí que provém tudo o que há de leve, melodioso e mágico em sua arte.

 
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