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| 1881
- Saint-Rémy-de-Provence, França
1953 - Paris, França |
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Edward
E.F. Fry. New York:
Mc Graw-Hill Book Company, 1966. p. 45 |
| Albert Gleizes é um artista das Vanguardas Européias interessado na união entre arte e religião. Trabalhou como pintor e ativo intelectual. Foi o teórico do Cubismo. | |
| Nascido
em Paris, foi iniciado nas artes por seu pai, um bem-sucedido designer
industrial. Depois de trabalhar como designer, Gleizes começou
a pintar seriamente enquanto servia o exército no norte da França.
Seus primeiros trabalhos retratavam temas sociais ou misteriosas cenas noturnas,
de maneira impressionista; sua técnica o aproximava do pontilhismo,
tornando sua pintura mais forte com ritmos estruturais pronunciados. Entre
1909 e 1910, conheceu Robert Delaunay, Jean
Metzinger, Pablo Picasso, entre outros
artistas. Foi um dos organizadores do salão do manifesto Section
d'Or. No mesmo ano, 1912, publicou, juntamente com Metzinger, o livro
Do Cubismo. Diferentemente do grupo do Bateau
Lavoir, enfatizava o problema do movimento na forma plástica,
muito se aproximando do Futurismo.
A partir de 1914, sua obra foi se tornando cada vez menos figurativa; e, em 1915, fez seus primeiros trabalhos influenciados pelo Abstracionismo. |
| Iniciou
a formação de um grupo de artistas em Moly-Sabata, próximo
a Viena e, em 1939, tornou-se o centro de outro grupo de pintores, quando
se estabeleceu em Saint-Rémy-de-Provence.
Em 1941, retornou para o catolicismo romano e, em 1950, participou de uma exibição de arte sacra no Vaticano. Participou da I Bienal de São Paulo, em 1951, e uma grande retrospectiva de seu trabalho foi exibida no museu de Guggenheim, Nova Iorque, em 1964. A temática de sua pintura, a partir do princípio da década de vinte até a época de suas últimas produções artísticas, teve uma preocupação com os problemas metafísicos e sociais. A preocupação com a simplificação da cor e da forma levou-o naturalmente a aproximar-se do Cubismo. |
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