O Purismo foi um movimento defensor de uma pintura desvinculada de valores emocionais, totalmente racionalista e rigorosa, destituída de subjetividade e de qualidades decorativas. Fundado por Amedée Ozenfant, pintor e escritor, e por Le Corbusier (Charles Edouard Jeanneret) em 1918, ambos afirmaram terem criado o 'Cubismo Puro'.

Escreveram o Manifesto 'Après le Cubisme'/Depois do Cubismo, em 1918, em que definiam a doutrina purista, condenando o cubismo sintético, como uma arte decorativa e degenerada, onde o empirismo estava próximo ao romantismo.

Ozenfant e Le Corbusier escreveram ainda outro livro em conjunto, 'La Peiture Moderne' (1925) e fundaram o periódico 'L'Esprit Nouveau', que circulou de 1920 a 1925. Apesar de não ter se estabelecido como escola, o Purismo contou com o apoio de diversos artistas e escritores, principalmente fora de Paris. No Brasil, no clima que seguiu A Semana de Arte Moderna de 1922, as idéias disseminadas pelas revistas 'L'Esprit Nouveau' encontraram um eco entre os modernistas, especialmente em Mário de Andrade. Sua influência pode ser notada também na arquitetura de Le Corbusier. O movimento foi fundamental, ainda, para o desenvolvimento/expansão do Construtivismo, Bauhaus e Neoplasticismo

 
 
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