1879 - Rignano, Toscana, Itália 
1964 - Forte dei Marmi, Toscana, Itália
 

O CAMINHO, 1908 
ÓLEO S/ PAPEL, 59,2 x 48,5 cm
DOAÇÃO FRANCISCO MATARAZZO SOBRINHO
Foi o principal promotor do Cubismo na Itália e um dos membros ativos do Futurismo na Itália, juntamente com Umberto Boccioni e Carlo Carrà.

Pintor, escritor e crítico de arte, nasceu em 07 de abril de 1879, na cidade de Rignano, na região da Toscana. Em 1893, sua família transfere-se para Firenze, quando Soffici faz estudos com um professor particular, e logo depois começa a freqüentar a escola dos Scalopi. Entretanto, devido às condições econômicas de sua família, arrumou um emprego em uma ourivessaria, e depois em um escritório de advocacia. Em 1897 passou a frequentar a Academia de Belas Artes de Firenze. Em 6 de novembro de 1900, viajou para Paris, onde conheceu escritores e pintores tais como Guillaume Appolinaire, Max Jacob, Pablo Picasso, Georges Braque e Amedeo Modigliani. Retornando em 1907, contribuiu para o 'Leonardo', periódico de Prezzolini e foi o principal crítico de arte do periódico 'La Voce'. Continuará sua carreira como pintor e escritor, sendo que em 1909 publica o seu primeiro livro, em parte autobiográfico, chamado "Desconhecido Toscano". Além das atividades como escritor, exerceu um papel importante como divulgador das artes na Itália, principalmente, da pintura impressionista e cubista. 

Seu ensaio "Picasso e Braque", que apareceu no 'La Voce', em 1911, foi a primeira discussão do Cubismo na Itália e serviu para introduzir os futuristas milaneses, Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo, na proposta estética do Cubismo. Sob seu ponto de vista, considerou o Cubismo como uma representação estática da realidade complementando a revolução impressionista que teria Cézanne como o precursor do Cubismo. Para Soffici, o Cubismo buscava "Valores Pictóricos puros" em contraste com a perspectiva futurista de ênfase à dinâmica do objeto. De qualquer modo, sob a influência de Boccioni e Carrà, ele converteu-se ao futurismo em 1913; e em 1914, uma Segunda edição de seu livro foi publicada com o título de "Cubismo e Futurismo". Como pintor expõe em 1908, juntamente com Delaunay na Galeria Sturm em Berlim. Realiza trabalhos, em 1913 com forte influência do Futurismo e, em 1914, junta-se com Carrà em experiências com collage. Neste ano, sua obra "Melancia, fruteira e Garrafa", um trabalho de Cubismo Sintético marca sua quebra com o futurismo, voltando-se para uma pintura mais simplificada.

 
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