Bateau-Lavoir ou Barco-Lavadouro era era um tipo de barcaça de madeira, dividida em cubículos, que a municipalidade de Paris cedia às lavadeiras a fim de lavar roupas à beira do rio Sena. Era também o nome dado pelo poeta Max Jacob ao aglomerado de pequenos ateliês, construídos em madeira, por onde a água da chuva se infiltrava; na Rua Ravignan no.13, em Montmartre, Paris.
Por volta de 1904, Van Dongen, Pablo Picasso e, posteriormente, Juan Gris, Pablo Gargallo, assim como os escritores André Salmon, Max Jacob, Pierre Reverdi, dentre outros escritores da época também por lá habitavam.
 
Formou-se uma espécie de cenáculo que em breve atraiu visitantes fiéis, artistas como Henri Matisse, Georges Braque, André Derain, Raoul Dufy, Marie Laurencin, Amedeo Modigliani, Henri Laurens, Maurice Utrillo, Jacques Lipchitz, Marie Blanchard, Jean Metzinger, Louis Marcoussis, além de poetas e escritores como Guillaume Apollinaire, Cocteau, Coquiot, Cremnitz, Bulfort, Warnod, Radiguet, Gertrude Stein, comediantes como Dullin, Harry Baur, entre outros.
 
Principalmente sob a influência da personalidade de Picasso, o lugar tornou-se centro literário e artístico, e era muitas vezes visto como o cenário de nascimento do Cubismo. Raramente se viu um lugar tão carregado de história como este.
Desde o início da I Guerra Mundial, em 1914, o Bateau-Lavoir foi sendo abandonado pelos seus pintores, assim como Montmartre, por locais mais confortáveis, geralmente em Montparnase.
 
 
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