1885 - Paris, França
1954 - Paris, França
A primeira fase da obra de Laurens foi influenciada pelas esculturas de Rodin. Apesar disso, ele pode ser considerado um escultor Cubista, com formas que o aproximam de Pablo Picasso e de Georges Braque, com os quais manteve contato a partir de 1912.
Laurens mantém seu caráter único; trabalho de materialidade, daquilo que apenas e mais expressivamente tinha sido desenvolvido no campo pictórico.
Filho de um toneleiro, ao sair da escola primária entra como aprendiz no ateliê de um escultor ornamental; trabalha em seguida na decoração de edifícios, na talha direta de pedras. Em 1905, encontra Marthe Duverger que será sua esposa.
Em 1911 conhece Georges Braque, com quem estará ligado ao longo de toda sua vida por uma estreita amizade. 
Braque inicia Laurens no Cubismo e a adesão será longamente refletida e pessoal. Expõe pela primeira vez, em 1913, no Salão dos Independentes em Paris uma escultura funeral (gisant) para o túmulo de sua mãe. Em 1915 se aproxima de Juan Gris e Amedeo Modigliani.
Constrói esculturas em planos, associando diferentes materiais: ferro, madeira, gesso.
Durante o período de 1920-1924, depois de forte influência do Cubismo, sucessivamente retorna à figura humana, ao volume; enquanto a geometrização das formas vai diminuindo. Paralelamente realiza numerosos trabalhos de arquitetura e de decoração. Viveu metade do ano de 1932-33 em Etang-la-Ville, onde se liga com Aristide Maillol e com Roussel. Após um período muito difícil materialmente, o prêmio Helena Rubinstein retoma a atenção sobre ele.
De 1939 a 1944, foi muito atacado pela imprensa pró-nazista, vivendo retirado. Em 1948, foi convidado a representar a escultura francesa, na Bienal de Veneza. 
Laurens foi tão admirado por Picasso e Braque, que ao não conseguir o prêmio de escultura na Bienal de Veneza, Henri Matisse, em protesto, divide com ele seu prêmio de pintura. Em 1953, Laurens obtém o Grande Prêmio de Escultura na Bienal de São Paulo.
O artista traduzia em formas escultóricas características das pinturas cubistas. As suas qualidades destacáveis e permanentes são as  proporções justas e o sentido de movimento. Cada vez mais, as curvas tomam importância e um novo acordo rítmico, criando elementos ondulatórios. Sendo os volumes sempre simplificados, porém de uma maneira menos estritamente geométrica em relação as suas obras precedentes. Compõe um estilo próprio, marcante, em toda a sua produção.
 
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