Wassily Kandinsky
Will Grehmann
Flann Marion Paris, 1958
Alemanha pg.17
Wassily Kandinsky, Paris 1035
1866 - Moscou, Rússia 
1944 - Paris, França


Pintor e escritor Kandinsky formou-se em Direito e Economia. Seu interesse pela pintura veio do impacto que lhe causou a exposição de 1895, dos Impressionistas franceses, apresentada na Rússia. Viajou a Paris em 1896, decidido a dar início a seus estudos artísticos, aos trinta e um anos de idade. Seguiu para Munique onde, sob a tutela de Anton Azbé, estudou pintura por dois anos, prosseguindo, em seguida, os estudos com o professor da Academia de Munique, Franz von Stuck. Kandinsky recebeu nesta época influências dos trabalhos de Gauguin, dos Nabis e de Seurat.
Influenciado pelo Art-Nouveau, que atingia toda a Europa, Kandinsky, aliando-se ao espírito de época, fundou em 1901 uma associação de artistas chamada Phalanx (Falange). Entre 1903 e 1908, viajou para a Itália, Holanda e Tunísia. Depois de um período de contínuas viagens, conheceu Gabriele Münter, Jawlensky e Werefkina. Dessa amizade de intensa colaboração surge a "Nova Associação de Artistas de Munique", em 1909. Em 1911, na terceira exposição do grupo, sua obra foi rejeitada; Kandinsky, apoiado por Franz Marc, Kubin, Gabriele Münter, Jawlensky e Werefkina, rompeu com a Associação. No ano seguinte, ele e Franz Marc resolveram organizar uma mostra na Galeria Tannhauser, que seria então a fundação do O Cavaleiro Azul/Der Blaue Reiter, grupo em que atuou até o início da Primeira Guerra, ocasião em que voltaria à Rússia. Ficou afastado da Alemanha até 1922, quando recebeu um convite de Walter Gropius para fazer parte da Bauhaus.

Desde o final de sua permanência em Moscou, houve uma geometrização de suas figuras e uma aproximação com as obras de Paul Klee. Em 1926, escreveria 'Ponto e Linha sobre o Plano', que pode ser visto como um desenvolvimento das idéias já contidas em 'Do espiritual na arte', de 1912. Em 1933, com o fechamento da Bauhaus, Kandinsky foi a Paris. Não se observa grande modificação na sua produção artística entre o período anterior à Bauhaus e este em Paris, contudo acentua-se o colorido e as referências místicas em suas obras.

"A obra reflete-se na superfície da consciência. Ela encontra-se 'para lá de' e, quando a excitação cessa, desaparece da superfície sem deixar rastro. Existe aí também como que um vidro transparente, mas duro e rígido que impede todo o contato direto e íntimo. Ainda aí temos possibilidade de penetrar na obra, de nos tornarmos ativos e de viver a sua pulsação através de todos os nossos sentidos. Para além do seu valor científico, que depende de um exame dos elementos particulares da arte, a análise dos seus elementos constitui uma ponte em direção à vida interior da obra."
                     W. Kandinsky, Ponto e Linha sobre Plano, 1926

 

 
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