A França no MAC

Pierre Soulages
Rodez, Aveyron, França, 1919

Soulages, como muitos artistas e intelectuais de sua geração, descobre a arte moderna na famosa exposição de Cézanne no Museu de Orangerie, em Paris. O poder de sua expressão advém da fidelidade a esta impressão originária e da perseverança em dar as costas á tradição pictural, perigo maior dos pintores franceses. A eleição do negro como cor dominante e a pesquisa exaustiva na cultura dos materiais conferem à sua obra rigor e austeridade implacáveis.

Na exposição “Paris – New York”, realizada no Centro Pompidou (1977), em Paris, um trabalho de Soulages foi colocado ao lado de um de Pollock. A comparação ressaltou a extrema elegância do pintor francês, as espatuladas impecáveis deslizam criando tensões horizontais, a qualidade da matéria corresponde a notações de profundidade diversa de uma oceanografia imaginária. Estas eram qualidades selvagens na França dos anos de 1950. Com certeza o público pensava em Rousseau.

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