A França no MAC

François Morellet
Cholet, Maine-et-Loire, França, 1926

Realiza sua primeira exposição em Paris na Galeria Creuze, em 1950. A partir de 1957, participa de numerosas exposições na Galeira Denise René. Obtém o Prêmio Internacional de Pintura na Bienal Internacional de São Paulo, em 1975. Morellet viaja ao Brasil pela primeira vez em 1950, retornando novamente, em 1975 para a Bienal de São Paulo. No Brasil, teme contatos com os artistas Almir Mavignier, Geraldo de Barros, Ivan Serpa, Ruben Valentim, Abraham Palatnik, Maria Vieira e Lygia Clark. De 1960 a 1968 participa dos trabalhos do Groupe de Recherche d'Art Visuel (Grupo de Pesquisa de Arte Visual). Desenvolve uma experiência artística bastante pessoal, na qual o próprio artista aponta as principais etapas: 1952 - primeiros trabalhos sistemáticos com repartição uniforme; 1958 - sistemas aleatórios; 1962 – esferas e tramas; 1963 - neón com ritmos interferentes. Segundo o crítico de arte Thomas McEvilley, Morellet é o primeiro a representar as tendências pós-modernas ou modernas tardias. Ainda para o crítico, o artista recebe influências diretas, no início dos anos de 1950, que remetem à continuidade da tradição modernista européia: aquela que remonta a Theo Van Doesburg e ao construtivismo russo, passando pela arte concreta de Max Bill, especialmente, quando Morellet liga abstração geométrica à arte conceitual.

Alecsandra Mathias de Oliveira