Alfred Manessier
Saint-Ouen, França, 1911 - Orleans , França, 1993
Em 1929, inicia seus estudos na Escola de Belas-Artes de Paris. O convívio com Robert Delaunay, artista fundador do Orfismo, consagrado por suas inovações cromáticas, introduz Manessier no jogo de luz e cor. No entanto, seu grande mestre na Arte Abstrata é Roger Bissière, com o qual convive na Academia Ranson , a partir de 1935. Ao longo da década de 1930, sua obra carrega grande influência do Surrealismo e da filosofia existencialista, que dão ao seu trabalho sustentação teórica, assim como do Cubismo, na constituição formal de suas figuras. Em 1941, é um dos fundadores do Le Salon du Temps Présent, juntamente com outros artistas como Jean Bazaine, Gustave Singer e Jean Le Moal, que também viriam integrar a exposição 20 Jovens Pintores de Tradição Francesa. Em 1943, participa da exposição Douze peintres d`aujourd`hui, na Galerie de France. Na década de 1950, Manessier intensifica sua religiosidade e opta pelo recolhimento no convento dos monges trapistas. Dentro da tendência de combinar tradição e modernidade, demonstra autenticidade em suas pinturas, simbolizando, no entanto, a ruptura que vem com o pós-guerra. O reconhecimento da importância de sua obra para a arte contemporânea vem com o prêmio de pintura, conquistado na Bienal de São Paulo, em 1953. Na década de 1960, privilegia os vitrais e as tapeçarias, em detrimento da pintura. A tendência intimista e mística de sua personalidade o afasta do cenário artístico. Vive recolhido até 1993, quando morre aos 81 anos.
Daisy Peccinnini