Lançamos aqui um olhar sobre o acervo internacional do MAC, focalizando a presença da França nesta coleção, iniciada por Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado na segunda metade dos anos de 1940, depois de finda a segunda grande guerra.
Na época, havia no mercado internacional a possibilidade de compra, a bom preço, de obras de nomes significativos da história da arte do século XX. O casal Matarazzo, com a orientação de críticos brasileiros e estrangeiros, adquiriu, então, obras de artistas expressivos nos movimentos de vanguarda.
Na Cidade Universitária apresentamos um recorte dessa coleção que permite uma aproximação à arte moderna através do contato vivo com obras de artistas relevantes nesse contexto. Uma sala especial nos remete aos artistas procedentes de diferentes países que se afirmaram no universo da abstração, por via da ação cultural da galeria Denise René. A obra Expansão Controlada, de César, uma das premiadas na IX Bienal de São Paulo, em 1967, foi comprada pelo MAC no ano seguinte. O artista foi um dos expoentes do Novo Realismo, movimento que se desenvolveu na França ao longo daquela década.
O recorte que apresentamos na sede do Museu no Parque Ibirapuera permite uma aproximação ao acervo em suporte papel que, em conjunto tão expressivo, raras vezes foi mostrado no MAC. Há obras de artistas, como Henri-Georges Adam, Jean Arp, Honoré Marius Bérard, Alexandre Bonnier, Louise Bourgeois, Jean Dewasne, Anne Ethuin, Félix Labisse, Henri Laurens, Alfred Manessier, François Morellet, Roman Opalka, Jean Rustin, Pierre Soulages, Roger Viellard, Hervé Fischer, Fred Forest e Jean Paul Thenot.
No Ano da França no Brasil a exposição homenageia um país amigo que é um símbolo da cultura e da arte.