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Solo

artes de viver só, juntos

arts of living alone, together


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PLAYBOY DOMESTICITY

In circulation since the late nineteenth century, the French term garçonnière referred to the compact dwelling of young, white, middle-class men. A space for sociability, sexual encounters, and autonomy, it also became a refuge from the reproductive nuclear family, inspiring new collective housing typologies for individuals living alone in large cities.

In the United States, during the so-called “age of the bachelor,” garçonnières or bachelor pads fostered a subculture connected to the life of cafés, bars, nightclubs, and private clubs. Popularized by Hollywood comedies, they became, from the 1940s onward, a symbol of a masculine domesticity that diverged from traditional models of marriage, family, and gender roles.

Launched in 1953, Playboy magazine turned the domestic interior into an object of male desire. Alongside pornography, modern furniture, audiovisual equipment, and projects such as Penthouse Apartment (1956), Weekend Hideaway (1959), and Playboy Town House (1962) promoted a lifestyle in which architecture and design became multimedia instruments of seduction and self-seduction. Men fantasized about being single with the modern apartment as their real partner. There was no need to go outside.

Banned under the dictatorship, the Brazilian edition of Playboy only appeared in 1975, under the title Revista do Homem. In 1976, it published the “Man’s Apartment” (Apartamento do Homem) by Sérgio Bernardes, presented by the architect as a feasible fantasy of masculine privilege, linking privacy and libido, technology and virility.

Playboy´s Penthouse, Playboy (Vol. 3, No. 9), Sep 1956

The Playboy Town House, Playboy (Vol. 9, No. 5), May 1962

O Apartamento do Homem, Revista do Homem (vol. 1, No. 16), Sep 1976



DOMESTICIDADE PLAYBOY

Em circulação desde o final do século XIX, o termo francês garçonnière referia-se à moradia compacta de jovens homens brancos de classe média. Um espaço de sociabilidade, encontros sexuais e autonomia, também se tornou um refúgio em relação à família nuclear reprodutiva, inspirando novas tipologias de habitação coletiva para indivíduos que viviam sozinhos nas grandes cidades.

Nos Estados Unidos, durante a chamada “era do solteiro”, as garçonnières ou bachelor pads fomentaram uma subcultura associada à vida de cafés, bares, boates e clubes privados. Popularizados pelas comédias de Hollywood, tornaram-se, a partir da década de 1940, o símbolo de uma domesticidade masculina que se afastava dos modelos tradicionais de casamento, família e papéis de gênero.

Lançada em 1953, a revista Playboy transformou interiores domésticos em objetos de desejo masculino. Ao lado da pornografia, o mobiliário moderno, equipamentos audiovisuais e projetos como o Penthouse Apartment (1956), o Weekend Hideaway (1959) e a Town House (1962) promoveram um estilo de vida no qual a arquitetura e o design se tornaram instrumentos multimídia de sedução e auto-sedução. Os homens fantasiavam a condição de solteiro tendo o apartamento moderno como seu verdadeiro parceiro. Não havia necessidade de sair de casa.

Proibida durante a ditadura, a edição brasileira da Playboy só surgiu em 1975, sob o título Revista do Homem. Em 1976, publicou o “Apartamento do Homem”, de Sérgio Bernardes, apresentado pelo arquiteto como uma fantasia viável de privilégio masculino, articulando privacidade e libido, tecnologia e virilidade.

Playboy´s Penthouse, Playboy (Vol. 3, No. 9), Set 1956

The Playboy Town House, Playboy (Vol. 9, No. 5), Mai 1962

O Apartamento do Homem, Revista do Homem (vol. 1, No. 16), Set 1976