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Solo

artes de viver só, juntos

arts of living alone, together


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THE BEISTEGUI APARTMENT

The 1929--1931 apartment for Charles de Beistegui, a penthouse on Avenue des Champs-Élysées in Paris, is an idysioncratic work by Le Corbusier and Pierre Jeanneret. Less frequently acknowledged is Beistegui’s decisive role in its conception. The heir to an immense Mexican fortune and collector of Surrealist art, he became a celebrated bachelor of European high society during the interwar period.

With only one bedroom, interconnected living spaces and a three-level garden, the apartment was designed as a frame for extravagant parties. There was no electric lighting. Electricity was used only to slide partition walls, and allow cinematographic projections on a metal screen which unfolded automatically as the chandeliers rose up on pulleys, and to slide banks of hedges on the terrace to reframe Paris.

A periscope projected the widest view of the city onto a round table. The project was already surrealist, but Beistegui quickly tired of the austere Purist aesthetics and redecorated with Louis XV furniture, ornate mirrors and his macaw. The space functioned as a laboratory in which architecture, technology, spectacle, and social life merged into an unprecedented experience of modernity.



O APARTAMENTO BEISTEGUI

Projetado entre 1929 e 1931, o apartamento de cobertura de Charles de Beistegui (1895-1970) na Avenue des Champs-Élysées em Paris, é uma das obras mais idiossincráticas de Le Corbusier e Pierre Jeanneret. Menos reconhecido, porém, é o papel decisivo do próprio Beistegui em sua concepção. Herdeiro de uma imensa fortuna mexicana e colecionador de arte surrealista, ele se tornou um célebre solteiro na alta sociedade europeia do entre as duas guerras.

Com apenas um dormitório, salas integradas e três níveis de jardim, o apartamento foi concebido para receber festas extravagantes. Não havia iluminação elétrica, apenas por meio de velas. A eletricidade era utilizada para mover paredes deslizantes, acionar projeções cinematográficas sobre uma tela metálica que surgia automaticamente quando os lustres eram recolhidos por roldanas e deslocar as sebes do terraço para reenquadrar a paisagem de Paris.

Um periscópio projetava a mais ampla vista da cidade sobre uma mesa redonda. O projeto já era surrealista, mas Beistegui logo se cansou da austeridade purista e redecorou o apartamento com móveis Luís XV, espelhos ornamentados e sua arara de estimação. O espaço funcionava como um laboratório onde arquitetura, tecnologia, espetáculo e vida social se fundiam numa experiência inédita de modernidade.