The Armchair That Was Not Easy
Maria Stockler Carvalhosa
Founded in 1959, the magazine Senhor became a landmark in Brazilian publishing by bringing together literature, the arts, and design for the modern man. In its pages, architect Sérgio Rodrigues, as Ruy Castro observed, “taught the bachelor how to decorate his apartment—encouraging him to stop being an idiot and move out of his mother's house.” It was in this context that the Poltrona Mole (Soft Armchair) was conceived. In the words of photographer Otto Stupakoff, it was a “prototype of informality”: a cluster of large cushions “into which one would throw oneself, irresistibly drawn by the chair's comfort.” Produced by Oca, Rodrigues's furniture company, the chair won first prize at the IV Mostra Internazionale del Mobile in Cantù, Italy, in 1961, and went on to become an icon of Brazilian design, acquired by figures such as John F. Kennedy and Nikita Khrushchev. In Roberto Farias' film Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), the chair appears atop the Copan Building in São Paulo, while Roberto Carlos performs the song “Quando.” Three years earlier, in his hit “Quero que Vá Tudo pro Inferno” (“I Want Everything to Go to Hell”), the king of the Jovem Guarda movement had already sung: “What is the point of my playboy life if I get into my car and loneliness still hurts?”
[Print reproductions]
Sérgio Rodrigues. “O sofá que não foi mole” [The Sofa That Was not Easy]. Senhor, vol. 4, no. 6 (May 1962).
Sérgio Rodrigues. “De como aproveitar da carta branca que não é branca ou o problema da casa de quem não casa” [On Making Use of a Carte Blanche That Isn't Blank, or The Problem of the House of One Who Does Not Marry]. Senhor, vol. 4, no. 7 (July 1962).
[Film excerpt]
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, 1968, Video excerpt, 3 min. 26 sec. (00:37:44–00:41:10). Film directed by Roberto Farias, and produced by Produções Cinematográficas R.F. Farias Ltda.
[Object]
Sérgio Rodrigues. Poltrona Mole, 1957. Tauari wood frame with handcrafted joinery, adjustable natural leather webbing, and fine leather cushions. Collection of the Instituto Sérgio Rodrigues.
A poltrona que não era mole
Maria Stockler Carvalhosa
Fundada em 1959, a revista Senhor tornou-se um marco editorial ao combinar literatura, artes e design voltados ao homem moderno. Em suas páginas, o arquiteto Sérgio Rodrigues, observou Ruy Castro, “ensinava o homem solteiro a decorar o apartamento - o que era um estímulo a esse homem para que deixasse de ser um idiota e saísse da casa da mamãe.” Foi nesse contexto que surgiu a Poltrona Mole, nas palavras do fotógrafo Otto Stupakoff, um protótipo da informalidade de almofadões: “onde a gente se atirasse como que atraído pelo conforto da peça”. Produzida pela Oca, empresa de mobiliário de Rodrigues, a peça recebeu, em 1961, o primeiro prêmio na IV Mostra Internazionale del Mobile de Cantù, na Itália, e tornou-se um ícone do design brasileiro, adquirida por figuras como John Kennedy e Nikita Khrushchev. Em Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), filme de Roberto Farias, a poltrona reaparece no topo do Edifício Copan em São Paulo, enquanto Roberto Carlos canta "Quando". Três anos antes, em "Quero que vá tudo pro inferno", o rei da Jovem Guarda já cantava: "De que vale a minha boa vida de playboy, se entro no meu carro e a solidão me dói?"
[Reproduções impressas]
Sérgio Rodrigues. “O sofá que não foi mole”. Senhor, vol. 4, no. 6 (Mai 1962). Sérgio Rodrigues. “De como aproveitar da carta branca que não é branca ou o problema da casa de quem não casa”. Senhor, vol. 4, no. 7 (Jul 1962).
[Trecho de filme]
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, 1968. Trecho em vídeo, 3'26" (00:37:44–00:41:10). Filme dirigido por Roberto Farias e produzido por Produções Cinematográficas R.F. Farias Ltda.
[Objeto]
Sérgio Rodrigues. Poltrona Mole, 1957. Estrutura de tauari, encaixes manuais, percintas em couro natural reguláveis, almofadões em atanado fino. Coleção: Instituto Sérgio Rodrigues.
